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Visitas, encontros e reencontros (5° dia)

5° dia - 25/08/2022

As chuvas diárias regulavam as decisões sobre quando sair. O encontro especial de hoje se daria com a professora Solange, diretora da UEA de SGC cuja agenda estava marcada para 15 horas.

O volume de água tinha um ruído bastante amplificado por conta das telhas em alumínio.

Fiquei a maior parte da manhã na pousada tentando escrever com a internet precária via celular. Tal como no dia anterior me dirigi ao centro da cidade em busca de outro local para almoçar. Notei que os preços das refeições estavam altos para os padrões locais e até mesmo os poucos locais de comida a quilo estavam salgados.

Demorei a acertar um caminho em que não me perdesse e precisasse do auxílio do GPS que nem sempre estava disponível. Depois de perambular procurando algum lugar para almoçar, cheguei na padaria que fornecia os pães para a pousada e que tinha um buffet. Lá encontrei Giovana e Auri que já terminavam suas refeições e gentilmente me aguardaram terminar. Me ofereceram carona até a UEA, irrecusável em função do calor.

Como acabei ficando adiantado, resolvi fazer uma visita ao colégio estadual que fica como primeiro na sequência que tem a UEA e o Ifam como sucessores. Fiquei admirado com a estrutura da escola e conversei com a coordenadora pedagógica, a professora Agda, que como todas as pessoas que conheci aqui, foi gentil e solícita me falando sobre a dinâmica escolar.

Atravessei a rua e fui encontrar Solange que me recebeu calorosamente e por um curto intervalo de tempo colocamos uma inesgotável conversa quase em dia. Embora não seja nascida em SGC, veio para cá aos 4 anos de idade e conhece profundamente a realidade local. Conheci alguns professores que estavam por lá, reencontrei uma professora do Ifam e depois de mais algumas boas conversas nos despedimos.

Quando eu estava saindo para ir ao Ifam fui resgatado daquele sol pelo Eurides que vinha ao meu encontro. Ele precisava passar em casa por conta de uma pequena inundação ocorrida com a volta da água inesperada e uma torneira aberta esquecida. Retornamos para o Ifam em seguida.

Uma escola realmente incrível.

Conheci o professor de física, Jackson, recém chegado ao Ifam e pude trocar algumas ideias com ele sobre o ensino na região. Na pequena comunidade da Física não foi difícil encontrarmos rapidamente nomes em comum, considerando ainda o fato de que ele era do Rio de Janeiro. Ele realmente é um professor bastante comprometido e inspirador pelo seu dinamismo. Segui um pouco mais pelas dependências da escola e reencontrei o Eurides que ficaria até mais tarde. E soube que a internet havia voltado e eu precisava voltar para a pousada com o propósito de assistir a aula daquele dia. A outra professora de Química, Cleoni, que eu tinha encontrado mais cedo na UEA me deu carona até o centro. Dali me dirigi a pé para  o meu destino e rapidamente fui resgatado mais uma vez: agora o marido de uma professora que conheci no primeiro dia, aquela cuja orientadora trabalha comigo, me reconheceu e fez questão de me trazer de carona. Fiquei muito grato.

Depois da aula saí para comer alguma coisa nas proximidades da pousada e fui cair num restaurante que preferi não saber os motivos do nome: Quebra Bucho. Sobrevivi e consegui voltar sem me perder. Parece pouco para um dia, mas a intensidade dos encontros e as caminhadas sob o sol compensam!

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