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O almoço, o calor e gente que existe (18º dia)

18º dia - 15/04/2022


Definitivamente eu estava bicolor. Onde a pele era protegida pela camisa e a bermuda, a cor original antes da chegada estava mantida. O restante parecia pão tostado. Eu e o Padre Alexandre organizamos o café da manhã. O Padre Erlan almoçaria em outra comunidade. Cada qual se organizando. O combinado era a saída por volta de 10 h 20 min da manhã. Saímos no horário combinado e seguimos a Rosália em seu carro que levava consigo algumas crianças (sobrinhas) que se juntariam com outras lá na casa da Elisângela. A criançada toda junta era chamada carinhosamente de creche.

A rua sem saída tinha casas que se assemelhavam a pequenos sítios. Vizinho ao sítio da Elisângela, ficava o de seu irmão, que também construiu a casa dela. Fui sendo apresentado e conheci Lucas, o marido da Elisângela, que se desdobrou em gentilezas e acolhimento, assim como todos por lá. Perdi a conta da quantidade de crianças, juntas e misturadas, fazendo uma confusão maravilhosa. Algumas estavam já na puberdade (todas meninas).

Foto tirada do portão de entrada.

Pessoas chegavam, saíam, ficavam, e assim transcorreu o dia com muita conversa, comida e umas bebidinhas. Claro que em alguns momentos eu era o alvo das piadas porque afinal, o diferente ali era eu. Queriam saber do meu gosto musical porque realmente a música que tocava por lá não era o meu gênero. Não há muito mais a dizer sobre o dia fantástico que foi por lá a não ser a tradução nas imagens compartilhadas aqui. Fiquei nostálgico porque todo aquele contexto me fez lembrar os tempos em que meu pai juntava toda a família no sítio, com os netos e todos os agregados possíveis. Eu não participava muito mas sentia o bem daquela existência.

Viagem terminando e relatos ficando mais minguados. Manter a escrita atualizada e com detalhes, tentando ser cuidadoso ao máximo para não ser indelicado com as pessoas aqui retratadas, é bastante trabalhoso.

Voltei para casa de carona no final do dia e aguardei os padres para o lanche da noite porque realmente não havia nada aberto no bairro. Organizei as roupas para a viagem de volta no dia seguinte e combinei um café da manhã com o Padre Alexandre e Rosália em alguma padaria próxima.

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